sexta-feira, 9 de março de 2012

LIBERDADE E DEMOCRACIA ABRAM ASAS SOBRE NÓS.


Por Marcos Fonseca
Não tenho nenhum problema e nem fico tão pouco constrangido para citar o termo DEMOCRACIA.

Quando cito e gosto de citar, não é só por citar, não só por retórica ou por discurso falso, é para fazer valer mesmo o conceito dos vocábulos demos (“povo”) e kratós (“poder”, “governo”).

Até porque a minha estrada sempre foi essa, e sempre será esta.

Fiquei encantado com a luta pela abertura política, encampada pelo os líderes políticos da época e pelo o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com objetivo de restabelecer a nossa democracia.

Mesmo “lenta, gradual e segura”, como dizia o general Ernesto Geisel, abertura política saiu abrindo espaço para pluralidade partidária entre outras conquistas que hoje desfrutamos. Inclusive a liberdade de expressão.

Fico feliz, porque participei e ajudei construir este cenário, mesmo com uma pequeníssima contribuição, participando dos movimentos e manifestos em prol da democracia, sendo o mais relevante, o movimento pelas “as diretas já”.

Sinto-me bem quando estou participando de debates acalorados, ricos nas teses a serem defendidas, onde cada um tem seu espaço para defender o que pensa, sem cerceamento do contraditório.

Democracia, liberdade foi tudo que busquei na minha juventude, como simpatizante do PCdoB, já participava das eleições dos centros cívicos, hoje grêmio estudantil. Participava de protestos por melhorias nas escolas, vivi e convivi com expoentes da esquerda Macauense. Aprendi muito militando no movimento sindical, na qual tenho a honra de ser filiado ao sindicato dos petroleiros do RN.

Dentro do PT onde sou filiado de 1988, a história não seria diferente, a democracia petista é um exercício constante.

Não há como fazer política sem democracia, pois sem ela a essência da política cai por terra.

Se formos democráticos, teremos adversários e não inimigos.

Se perdermos uma disputa política, temos que aceita-la como legítima.

O verdadeiro democrata sabe conviver com o doce sabor da vitória e o gosto amargo da derrota.

O grande democrata prefere uma crítica pesada ao invés de um falso elogio.

Ser democrata é reconhecer o legítimo direito das oposições, que é uma peça fundamental para democracia. Governo sem oposição não é governo, é um ditadura.

Quem se diz democrata, não faz política com o fígado. Já dizia o grande líder político Ulisses Guimarães.

Lamento que nos dias de hoje, ainda existam cidadãos que se consideram “políticos” e “democráticos”, mas quando perde o primeiro embate, quando houve a primeira crítica, quando se submete ao primeiro questionamento, se comportam como verdadeiros ditadores, fecham-se em conchas e destilam o mais amargo fel contra os seus opositores e seus críticos.

Para estes cidadãos, doses homeopáticas de liberdade e democracia devem resolver este grave problema.

Marcos Fonseca é Secretário de organização política do PT de Guamaré.

Um comentário:

Anônimo disse...

Doses homeopáticas sim. E um bom tratamento, pra curar o egoísmo e a hipocrisia dos que acham que sabe fazer política democrática. Que na realidade são verdadeiros ditadores quando são pisados no calo, opinião cada um tem a sua, e essa no meu ponto de vista também, é a mais sensata...